Teoria da Relatividade e a Física

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Equação

Equação

 

Em matemática, uma equação é uma afirmação que estabelece uma igualdade entre duas expressões matemáticas.1 2
São exemplos de equações as seguintes igualdades:
x+8=15
x^{3}-9x^{2}-7=4
3sen(x)+25cos(x)=18
3x^{4}-x^{3}+5x^{2}-34x+1211=0
tg(3y-25)+sen^{3}(cos(y^{2}+4y-1))=255
Nesses exemplos, as letras x e y são as incógnitas de suas equações. A incógnita de uma equação é o número desconhecido que se quer descobrir.
A equação x+8=15 pode ser interpretada como uma pergunta: "qual o número que somado com 8 dá 15?". Não é necessário nenhum método ou fórmula para encontrar o valor de x nesse caso: basta pensar um pouco para se chegar ao resultado x=7.
Resolver uma equação é encontrar todos os valores possíveis para a incógnita que tornem a igualdade verdadeira.3 As equações mostradas nos exemplos acima podem ser interpretadas e resolvidas facilmente: o número que subtraído de 10 é igual a 4 é m=6; o número que, ao ser multiplicado por 3, resulta em 18 é y=6.
Uma solução da equação também é chamada raiz da equação.
Algumas equações matemáticas descrevem, na verdade, identidades matemáticas, isto é, afirmações que são verdadeiras para todos os valores de x,2 como nos exemplos:
x(x+5)=x^{2}+5x
{\mbox{sen}}^{2}x+\cos ^{2}x=1
Entretanto, uma equação pode ter apenas alguns valores para os quais ela se torna verdadeira. Nesse caso, ela deve ser resolvida para se encontrar os valores possíveis para as incógnitas. Por exemplo, considere a equação:
x^{2}-3x=0.
Ela é satisfeita para exatamente dois valores de x, a saber, x=0 e x=3.
Em geral, os matemáticos reservam a palavra equação exclusivamente para igualdades que não são identidades. A distinção entre esses dois conceitos pode ser bastante sutil. Por exemplo:
(x+1)^{2}=x^{2}+2x+1
é uma identidade, mas:
(x+1)^{2}=2x^{2}+x+1
é uma equação cujas soluções são x=0 e x=1.
Em geral, é possível perceber se se trata de uma identidade ou de uma equação pelo contexto em que a igualdade se encontra. Em alguns casos, na identidade, o sinal de igualdade (=) é trocado pelo sinal \equiv .

Ideia básica para se resolver equações

Há muitas formas de se resolver equações4 mas a principal ideia, quando as incógnitas são procuradas nos conjuntos dos números inteiros, racionais, reais ou mesmo complexos é o fato que o produto de números só é igual a zero se um dos fatores for igual a zero.
Assim, para se resolver a equação 3x^{2}=6x, o método mais simples e eficiente é escrever:
3x^{2}=6x é equivalente a 3x^{2}-6x=0, que, por sua vez, pode ser escrito na forma
3x(x-2)=0. Como o produto só pode ser 0 se um dos fatores for igual a 0, concluímos que ou
3x=0 ou x-2=0.
Logo, as soluções da equação são x=0 ou x=2.
O mesmo método pode ser aplicado a equações mais difíceis, com a mesma eficiência. Portanto, para se saber resolver equações é importante, antes de mais nada, saber fatorar expressões algébricas.

Equações equivalentes

 

Diz-se que duas equações são equivalentes se elas têm as mesmas raízes (soluções).3 Por exemplo, considere as equações:
  1. x^{2}-2x=0
  2. x-2=0
  3. 5x-10=0
A equação (i) admite as soluções reais x=0 e x=2. As equações (ii) e (iii) admitem apenas a solução real x=2. Assim sendo, as equações (i) e (ii) não são equivalentes, enquanto que as equações (ii) e (iii) são equivalentes. Escrevemos
x-2=0\iff 5x-10=0.
Nem sempre é fácil encontrar as soluções (todas) de uma equação dada. O método de resolução mais elementar é a troca da equação dada por outra equivalente que seja mais simples.

Como transformar uma equação em outra equivalente

 

Dada uma equação, as seguintes operações podem ser efetuadas sem que se modifique o conjunto-solução:
  1. somar um mesmo número real em cada lado da igualdade.3
  2. multiplicar cada lado da igualdade por uma mesma constante não nula.5
Vejamos um exemplo. Dada a equação
3x+5={\frac  {34}{5}}
podemos somar -5 a ambos os lados da igualdade e obter:
(3x+5)+(-5)={\frac  {34}{5}}+(-5)
Usando propriedades da adição, obtemos
3x+(5-5)={\frac  {34-25}{5}}
ou, equivalentemente,
3x={\frac  {9}{5}}
Vamos agora dividir cada lado da igualdade por 3 (isto é, multiplicar por {\frac  {1}{3}}) e chegar à solução procurada:
x={\frac  {3}{5}}
Observe que a ordem com que efetuamos as operações é indiferente: Poderíamos ter começado multiplicando os dois lados da equação por 5:
3x+5={\frac  {34}{5}}\iff 5(3x+5)=5\cdot {\frac  {34}{5}}\iff 15x+25=34
Subtraindo 25 de cada lado, obtemos outra equação ainda equivalente à primeira:
15x+25-25=34-25\iff 15x=9
Finalmente, dividimos cada lado por 15:
x={\frac  {9}{15}}={\frac  {3}{5}}
Há outras transformações que podem ser feitas, mas que exigem um conhecimento mais profundo de funções e seus efeitos. Dada uma equação, pode-se aplicar uma função a ambos os lados, mas precisamos tomar cuidado pois o conjunto-solução pode ser alterado. Um exemplo simples é o seguinte. A equação
x^{2}+2x+1=9
pode ser vista como
(x+1)^{2}=9
que tem soluções x+1=3 ou x+1=-3, ou seja, x=2 ou x=-4.
Poderíamos também aplicar a função raiz quadrada a ambos os lados da equação (x+1)^{2}=9:
{\sqrt  {(x+1)^{2}}}={\sqrt  {9}}
que equivale a
|x+1|=3
ou, seja, x+1=3 ou x+1=-3.
Uma situação que exige mais cuidado é quando, para resolvermos uma equação algébrica, elevamos cada lado da equação ao quadrado. Ao fazermos isso, perdemos a informação sobre o sinal (positivo ou negativo) de cada membro da equação e, por isso, iremos obter outra equação, que não é equivalente à original: ela terá mais soluções. Logo, quando usamos essa técnica temos que, no final, voltar à equação original e verificar quais soluções da equação modificada são também soluções da equação original. Vejamos um exemplo: é dada a equação
{\sqrt  {x+2}}=x
Elevando-se os dois lados da equação ao quadrado, tem-se:
x+2=x^{2}\iff x^{2}-x-2=0
As soluções desta última equação são x=2 e x=-1. Entretanto, testando-se na equação original tem-se, para x=2:
{\sqrt  {2+2}}=2, que é verdadeira. Já para x=-1, a igualdade é falsa, já que
{\sqrt  {(-1)+2}}=1\neq (-1). Logo, a equação {\sqrt  {x+2}}=x admite apenas uma solução, a saber, x=2.
 

Equações com mais de uma incógnita

Uma equação pode ter mais de uma incógnita, como por exemplo, a equação
x+y=7
Se quisermos soluções apenas formadas por números inteiros positivos, encontramos exatamente oito soluções, a saber, os pares (0,7),(1,6),(2,5),(3,4),(4,3),(5,2),(6,1),(7,0). Se permitirmos números inteiros, encontraremos infinitas soluções. Além das soluções encontradas anteriormente, os pares (-1,8),(10,-3),(1007,-1000) são alguns exemplos neste caso. Se admitirmos soluções formadas por números reais, o conjunto das soluções da equação aumenta consideravelmente: o conjunto de todos os pares ordenados que satisfazem à equação pode ser representado no plano cartesiano por uma reta, mais precisamente, a reta determinada pelos pontos de coordenadas (0,7) e (7, 0).
O exemplo acima deve ajudar a compreender a importância de, ao se formular uma equação, definirmos qual o conjunto universo, ou seja, qual o conjunto em que vamos procurar as soluções. Quando o conjunto universo não é dado, subentende-se que se deva procurar soluções no conjunto dos números reais.
Uma equação que seja equivalente a outra escrita na forma ax+by=c em que a,\,b,\,c\, são constantes é uma equação de reta, justamente porque o conjunto de todas as suas soluções reais é representado por uma reta no plano cartesiano.
Uma equação com três incógnitas tem o conjunto solução representado no espaço tridimensional. Por exemplo, as soluções da equação x+2y+3z=6 são triplas de números que podem ser vistos como coordenadas de pontos do espaço. Fixado um sistema cartesiano tridimensional, as soluções dessa equação determinam o plano que passa pelos pontos de coordenadas (6,0,0),(0,3,0),(0,0,2).
Equações com mais de uma variável começaram a ser estudadas sistematicamente a partir das ideias de Descartes e deram início ao que hoje chamamos de Geometria analítica. A Geometria analítica tanto ajuda a resolver problemas algébricos por meio da Geometria, como a resolver problemas geométricos por meio da Álgebra.

Tipos de equações

Exemplo de representação pictórica para solução de uma equação do primeiro grau.
As equações com uma incógnita mais simples são as chamadas equações lineares. São as equações equivalentes a ax+b=0 em que as letras a e b representam números fixados (as constantes). O número a é chamado coeficiente de x. Equações lineares têm exatamente uma solução real.
Equações quadráticas são as equações que podem ser colocadas na forma ax^{2}+bx+c=0 por operações elementares. Essas equações podem ter até duas soluções reais distintas.
Equações do terceiro grau, também chamadas equações cúbicas são as equações que podem ser colocadas na forma ax^{3}+bx^{2}+cx+d=0. Tais equações possuem até três soluções reais distintas.
Equação do sexto grau
Mais geralmente, equações polinomiais de grau n são as equações da forma
a_{n}x^{n}+\ldots +a_{2}x^{2}+a_{1}x+a_{0}=0
O Teorema fundamental da álgebra garante que as equações polinomiais de grau n com coeficientes reais têm no máximo n raízes reais distintas.
Equações algébricas são as que são escritas apenas usando-se adição, multiplicação divisão, raízes ou potências de expressões polinomiais.6 São exemplos de equações algébricas as seguintes:
  • {\frac  {x+4}{x-2}}=x^{2}
  • (x+3)^{4}=1
As equações algébricas se dividem em equações algébricas racionais, quando não contém incógnitas sofrendo a operação de radiciação, e equações algébricas irracionais, caso contrário.6
Outra divisão das equações algébricas é entre elas serem numéricas ou literais. No caso das equações algébricas numéricas, todas quantidades conhecidas são representadas por números, no caso das literais, algumas podem ser representadas por letras (constantes).José Adelino Serrasqueiro, Tratado de Álgebra Elementar, p. 82, [ver wikisource]</ref>
As equações que não são algébricas são chamadas de transcendentes.6 Há muitos outros tipos de equações. Um tipo bastante estudado no ensino médio são as funções trigonométricas, que são equações em que pelo menos em um dos lados da igualdade aparece uma função trigonométrica. Por exemplo, 2\cos x=1 é uma equação trigonométrica que tem infinitas soluções reais.
Em geral, se f(x)\, é uma função real podemos considerar a equação f(x)=0\,. Suas soluções são os zeros de f\,. Geometricamente, os zeros de uma função são as abscissas dos pontos em que o gráfico de f\, cruza o eixo dos x.

Equações mais gerais

Até aqui vimos exemplos de equações em que a(s) incógnita(s) era(m) número(s) (inteiro, racional, real, complexo). Mas há equações em que a incógnita pode ser outro objeto matematico, por exemplo, uma função. Por exemplo:
\forall x\forall y,f(x+y)=f(x)+f(y)\,
f(f(x))=e^{x}\,
f'(x)=f(x)\,
\int _{{0}}^{{t}}f(s)ds=2f(t)-1\,
{\begin{cases}x-y=7\\xy=30\end{cases}}
As soluções dos sistemas de equações são interpretados geometricamente como sendo os pontos de interseção dos entes geométricos determinados por cada equação. No exemplo dado, as soluções do sistema são os pontos de interseção da reta x-y=7 com a hipérbole xy=30, a saber, os pontos P e Q de coordenadas (10,3) e (-3,-10), respectivamente.

Reação nuclear

Reação nuclear

 

Reação nuclear ou Reacção nuclear, em Física Nuclear, é qualquer reação em que ocorra modificação de um ou mais núcleos atômicos, onde dois ou mais átomos se unem ou um átomo sofre fissão nuclear. Tal reação não deve ser confundida com uma reação química, ocorre com os elétrons periféricos do átomo.
Uma reação nuclear pode ser representada por uma equação similar a uma equação química, e balanceada de uma maneira análoga. O decaimento nuclear, embora não seja uma reação no sentido estrito da palavra, pode ser representado da mesma maneira.

Propriedades Básicas

Uma equação que envolve propriedades de núcleos atômicos deve conter propriedades como número atômico) e (número de massa) e as somas de índices inferiores e superiores representando estas grandezas respectivamente , devem ser a mesma nos dois lados da equação.
A Representação de desintegração radioativa primária do rádio:
^{{226}}_{{88}}Ra\rightarrow _{{86}}^{{222}}Rn+_{{2}}^{{4}}He.
Processos nucleares podem ser representados por notações que envolvam uma partícula leve , usada como projétil assim como uma partícula leve usada como produto de uma reação nuclear, ambas serão representadas por símbolos indicando o núcleo inicial e o núcleo final, produto da reação.
Os símbolos n,p,d,\alpha ,e^{{-}},\gamma são usados -frequentemente - para se representar nêutrons, prótons, dêuterons, partículas alfa, elétrons e raios gama (fótons), respectivamente.
A seguir, temos exemplos de notação longa e sua correspondente notação condensada para várias reações:
{\begin{aligned}^{{14}}_{{7}}N+_{{1}}^{{1}}H\quad \rightarrow \quad _{{6}}^{{11}}C+_{{2}}^{{4}}He\qquad ^{{14}}N(p,\alpha )^{{11}}C\\^{{55}}_{{25}}Mn+_{{1}}^{{2}}H\quad \rightarrow \quad _{{26}}^{{55}}Fe+2_{{0}}^{{1}}n\qquad ^{{55}}Mn(d,2n)^{{55}}Fe\end{aligned}}
O nêutron serve de agente nas reações nucleares, devido ao fato de não sofrer repulsão de força coulombiana e, portanto, uma de suas propriedades é não sofrer influências vindas dos núcleos. O próton, por ser carregado, precisa ter uma energia cinética inicial suficiente para vencer a força coulombiana.
Considerando o núcleo, ^{{12}}_{{6}}C,. Seu número atômico é 6 e, portanto, contém 6 prótons e 6 nêutrons. Esse núcleo, como a maior parte dos núcleos leves , tem o mesmo número de prótons e nêutrons.
Já núcleos mais pesados, como, por exemplo, ^{{207}}_{{82}}Pb, , contêm mais nêutrons do que prótons (125 e 82, respectivamente). Esse fato, ajuda a explicar como núcleos atômicos se mantém estáveis. Se apenas houvesse prótons seria impossível sua estabilidade.
A força coulombiana é contrabalanceada através da força entre prótons e nêutrons o que sugere que a força nuclear seja contrária à coulombiana.
A não existência de núcleos massivos e enormes na natureza é devido à força nuclear, embora mais intensa que a coulombiana, sendo de curto alcance
(\sim 1fm=10^{{-15}}cm),.
Assim um próton em um núcleo estável vai sofrer repulsão de outros prótons , mas concomitantemente atração de nêutrons.
Dessa forma, existe um limite a partir do qual a repulsão coulombiana supera a atração nuclear. É também por isso que os núcleos mais pesados possuem mais nêutrons.1
Exemplo
A meia-vida do rádio é de 1620 anos. Quantos átomos de rádio irão decair em 1 segundo dado uma amostra de 1 grama? (A Massa atômica do rádio é 226kg/kmol)
Uma amostra de 1g contém 1/226 mol átomos , ou seja,
N={\frac  {1}{226}}{\text{mol}}\times 6,02\times 10^{{23}}{\frac  {{\text{átomos}}}{{\text{mol}}}}=2,66\times 10^{{21}}{\text{átomos}}
Sua Constante de decaimento será igual à:
\lambda ={\frac  {0,693}{T^{{1/2}}}}={\frac  {0,693}{(1620{\text{anos}})(3,16\times 10^{7}s/{\text{anos}})}}=1,35\times 10^{{-11}}s^{{-1}}

Então , de \Delta N/\Delta t=\lambda N, temos que

\Delta N=(1,35\times 10^{{-11}}s^{{-1}})(2,66\times 10^{{21}}{\text{átomos}})(1s)=3,6\times 10^{{10}}{\text{átomos}}
é o número de desintegrações por segundo de um grama de rádio.

Ver também